AGROEXTRATIVISMO DE BASE COMUNITÁRIA NO ESTADO DO AMAZONAS: SUSTENTABILIDADE, GERAÇÃO DE RENDA E VALORIZAÇÃO DOS SABERES TRADICIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23676151Palavras-chave:
Agroextrativismo, Amazonas, Comunidades tradicionais, Sustentabilidade, SociobiodiversidadeResumo
Este artigo analisa como a literatura científica interpreta as possibilidades e os limites do agroextrativismo de base comunitária no Amazonas. Desenvolveu-se uma revisão bibliográfica narrativa, complementada por documentos normativos e estatísticas públicas, com leitura comparativa de pesquisas sobre cooperativismo, trabalho feminino, organização familiar, manejo, conflitos territoriais e condições de gestão financeira e operacional. A gestão de riscos é examinada como dimensão analítica, sem atribuir às associações práticas não documentadas. A análise distingue evidências produzidas no Amazonas de estudos realizados em outras áreas da Amazônia e diferencia volume de produção, remuneração dos produtores e efeitos ambientais. Os estudos indicam que a renda agroextrativista depende de condições de circulação e negociação, enquanto a organização coletiva enfrenta entraves institucionais e desigualdades internas, inclusive de gênero. Também mostram que a expansão comercial de espécies nativas pode coexistir com perda de diversidade produtiva e que mudanças ambientais e pressões territoriais afetam os meios de vida dos ribeirinhos. Conclui-se que a sustentabilidade comunitária não pode ser inferida da origem florestal dos produtos: exige observar quem trabalha, quem decide, quem recebe e em que condições o recurso é manejado. Como contribuição, a revisão organiza perguntas para orientar investigações futuras sobre a distribuição dos benefícios e o acompanhamento de custos, perdas e decisões coletivas.
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Referências
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