Greenwashing nas organizações: governança ESG, transparência e mecanismos de identificação
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21798204Palavras-chave:
Greenwashing; governança ESG; transparência corporativa; comunicação ambiental; sustentabilidade corporativa.Resumo
O estudo analisa práticas de greenwashing nas organizações, suas formas de manifestação, impactos e relação com a governança ESG, e propõe um modelo metodológico para identificá-las e preveni-las. A crescente valorização da sustentabilidade intensificou a divulgação de informações ambientais nem sempre acompanhadas por melhorias efetivas no desempenho socioambiental, favorecendo o desalinhamento entre discurso e prática. A pesquisa é aplicada, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa, desenvolvida por revisão bibliográfica e análise documental de relatórios de sustentabilidade, relatórios ESG e comunicações corporativas. Os dados foram examinados mediante análise de conteúdo e estatística descritiva, permitindo identificar padrões discursivos, estratégias de comunicação e indícios de greenwashing. Os resultados apontam como práticas recorrentes o uso de linguagem vaga, a ausência de evidências verificáveis, a omissão de impactos negativos e a divulgação seletiva de informações. Tais práticas comprometem a credibilidade institucional, a confiança dos stakeholders e a efetividade das iniciativas ESG, além de ampliarem riscos reputacionais, econômicos e regulatórios. Verificou-se, ainda, que o fenômeno se associa a fragilidades nos mecanismos de governança, transparência e verificação das informações socioambientais. Como principal contribuição, propõe-se uma metodologia para avaliar a integridade da comunicação ambiental, estruturada nas dimensões evidência, clareza, completude, alinhamento e governança. Conclui-se que a prevenção do greenwashing depende da integração entre governança robusta, comunicação responsável e mecanismos de controle baseados em informações verificáveis.
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