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Greenwashing nas organizações: governança ESG, transparência e mecanismos de identificação

Rebekah Catherine Gibbs Cardoso

Universidade do Estado do Amazonas

https://orcid.org/0009-0007-3543-5708

Rúbia Silene Alegre Ferreira

Universidade do Estado do Amazonas

https://orcid.org/0000-0001-7924-4611

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.21798204

Palavras-chave: Greenwashing; governança ESG; transparência corporativa; comunicação ambiental; sustentabilidade corporativa.


Resumo

O estudo analisa práticas de greenwashing nas organizações, suas formas de manifestação, impactos e relação com a governança ESG, e propõe um modelo metodológico para identificá-las e preveni-las. A crescente valorização da sustentabilidade intensificou a divulgação de informações ambientais nem sempre acompanhadas por melhorias efetivas no desempenho socioambiental, favorecendo o desalinhamento entre discurso e prática. A pesquisa é aplicada, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa, desenvolvida por revisão bibliográfica e análise documental de relatórios de sustentabilidade, relatórios ESG e comunicações corporativas. Os dados foram examinados mediante análise de conteúdo e estatística descritiva, permitindo identificar padrões discursivos, estratégias de comunicação e indícios de greenwashing. Os resultados apontam como práticas recorrentes o uso de linguagem vaga, a ausência de evidências verificáveis, a omissão de impactos negativos e a divulgação seletiva de informações. Tais práticas comprometem a credibilidade institucional, a confiança dos stakeholders e a efetividade das iniciativas ESG, além de ampliarem riscos reputacionais, econômicos e regulatórios. Verificou-se, ainda, que o fenômeno se associa a fragilidades nos mecanismos de governança, transparência e verificação das informações socioambientais. Como principal contribuição, propõe-se uma metodologia para avaliar a integridade da comunicação ambiental, estruturada nas dimensões evidência, clareza, completude, alinhamento e governança. Conclui-se que a prevenção do greenwashing depende da integração entre governança robusta, comunicação responsável e mecanismos de controle baseados em informações verificáveis.

 

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Biografia do Autor

Rebekah Catherine Gibbs Cardoso, Universidade do Estado do Amazonas

Possui graduação em engenharia ambiental e sanitária pelo Fundação Centro de Análise Pesquisa e Inovação Tecnológica (2021) . Atualmente é analista ambiental jr. da GRSA-Compass

Rúbia Silene Alegre Ferreira, Universidade do Estado do Amazonas

Doutora em Economia, pela Universidade Católica de Brasília (UCB) em 2018. Pòs Doutora em Economia em 2024 (UCB).Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Amazonas (2008). Docente na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) 


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